Aos bispos responsáveis pelo ecumenismo nas Conferências Episcopais e Sínodos
Vossa Eminência,
Excelência,
Em 9 de outubro de 2021, a Igreja Católica lançou um processo sinodal sem precedentes intitulado «Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação, missão». Esse processo, que começou em todas as dioceses em 17 de outubro, será concluído em outubro de 2023 com a Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos. Com esta carta, o Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos (PCPCU) e a Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos (GSSB) têm o prazer de oferecer algumas sugestões práticas para garantir a dimensão ecumênica do caminho sinodal, que começa com uma fase inicial em cada igreja local. «O diálogo entre cristãos de diferentes confissões, unidos por um único batismo, ocupa um lugar especial na jornada sinodal» (Vademecum do Sínodo 5.3.7). De fato, tanto a sinodalidade quanto o ecumenismo são processos que nos convidam a «caminhar juntos». Em primeiro lugar, se «uma Igreja sinodal é uma Igreja que escuta» (Papa Francisco, 17 de outubro de 2015), essa escuta deve envolver a totalidade daqueles que levam o nome de cristão, uma vez que todos os batizados participam, em algum grau, do sensus fidei (cf. Comissão Teológica Internacional, The sensus fidei in the life of the Church, 2014, 56). Em segundo lugar,
Em uma compreensão do ecumenismo como uma «troca de dons», um dos dons que os católicos podem receber de outros cristãos é precisamente sua experiência e compreensão da sinodalidade (cf. Evangelii Gaudium 246). Em terceiro lugar, a organização sinodal da Igreja Católica em todos os níveis tem implicações ecumênicas significativas, pois a torna um parceiro mais confiável no diálogo. Por fim, o próprio processo sinodal é uma oportunidade de promover relações ecumênicas em todos os níveis da Igreja, já que a participação de delegados ecumênicos se tornou uma prática regular, não apenas no Sínodo dos Bispos, mas também nos sínodos diocesanos...