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Vias para a fase de implementação do Sínodo 2025-2028

Este é um tempo de intensa espiritualidade. A morte do Papa Francisco tocou-nos a todos profundamente e pedimos ao Senhor que o acolha na sua paz e lhe conceda a recompensa pelo seu serviço à Igreja. Ao mesmo tempo, damos graças a Deus pela eleição do Santo Padre Leão XIV, que imediatamente nos encorajou a continuar o nosso empenhamento no caminho sinodal, recordando-nos que somos «uma Igreja missionária, uma Igreja que constrói pontes, promove o diálogo, sempre pronta a acolher de braços abertos como este lugar. Todos aqueles que precisam da nossa caridade, da nossa presença, do nosso diálogo e do nosso amor1».
É esta mesma convicção que anima profundamente o Documento Final (DF) da XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, «Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação, missão», que foi aprovado no final da segunda sessão da Assembleia Sinodal, a 26 de outubro de 2024. A forma sinodal da Igreja está ao serviço da sua missão, e cada mudança na vida da Igreja tem como objetivo torná-la mais capaz de anunciar o Reino de Deus e de testemunhar o Evangelho do Senhor aos homens e mulheres do nosso tempo.
Esta é a chave para interpretar fielmente a DF e, sobretudo, para a pôr em prática. Vivemos num mundo que se afunda numa espiral interminável de violência e de guerra, um mundo que tem cada vez mais dificuldade em construir espaços de encontro e de diálogo, tendo em vista o bem comum e a paz. Mais do que nunca, precisa de uma Igreja que saiba ser «em Cristo, por assim dizer, o sacramento, isto é, o sinal e o meio da íntima união com Deus e da unidade de todo o género humano» (Lumen Gentium, n. 1; cf. DF, n. 56). Nos diversos contextos deste mundo, o Sínodo «constitui um ato de ulterior receção do Concílio, prolongando a sua inspiração e reavivando a sua força profética para o mundo de hoje» (DF, n. 5).
É a urgência desta missão que nos impele no caminho da implementação do Sínodo, uma tarefa pela qual todos os baptizados são co-responsáveis. Muitas Igrejas locais, em todas as partes do mundo, estão empenhadas com entusiasmo nesta tarefa. Queremos agradecer-lhes e convidá-las a prosseguir o seu caminho com generosidade: deste modo, estão a prestar um serviço precioso a toda a Igreja. Este texto pode oferecer-lhes um quadro de referência e, sobretudo, encorajá-los a partilhar as suas iniciativas, contribuindo para um discernimento eclesial mais amplo. Outras Igrejas ainda se interrogam sobre como iniciar a fase de implementação ou estão na fase inicial. Encorajamo-las a avançar com coragem, superando com liberdade e audácia as resistências e as dificuldades, sejam elas práticas ou de fundo: também elas têm um contributo precioso a dar, e seria uma perda para toda a Igreja se a sua voz se calasse.
A Secretaria Geral do Sínodo permanece à disposição de todos os interessados para os escutar, acompanhar, apoiar os seus esforços e, sobretudo, contribuir para animar o diálogo e o intercâmbio de dons entre as Igrejas, em benefício de toda a Igreja e da sua unidade.